quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Encontro Lixo Zero em São Paulo com Rodrigo Sabatini


Convidamos empreendedores socioambientais a participar do encontro de co-criação e curadoria para um Fórum Municipal Lixo Zero - São Paulo no dia 29 de agosto de 2017 das 9h30 às 12h00 na UNISAL - Rua Augusto Tolle, 575 - sala 32 - 3o andar - São Paulo/SP 

Abordagem: Construindo uma comunidade lixo zero

Como a sociedade civil organizada pode construir uma comunidade lixo zero, gerando emprego e renda, atraindo investidores, incentivando empreendedores e educando cidadãos responsáveis e colaborativos?

Venha participar. Entrada gratuita!

Para se inscrever clique aqui


sexta-feira, 23 de junho de 2017

VEM AÍ BENCH DAY – ANO 15

Quais os temas gerenciais da sustentabilidade que mais recebem atenção e investimentos?  Quais os times de sustentabilidade que mais se destacam? Quais as melhores práticas? Os melhores projetos, e os melhores modelos de governança?  BENCH DAY tem a resposta.
Na próxima 5ª feira, 29/06, teremos a 15a edição do Programa Benchmarking Brasil com a participação de organizações dos 3 setores da economia e de todas as regiões do país.  A gestão socioambiental brasileira representada pelos melhores cases e times, que foram selecionados por uma banca de especialistas de 8 diferentes países com metodologia reconhecida pela ABNT.  Para ter contato com a sustentabilidade que deu certo, o momento é este e o lugar é aqui.  Não é todo dia, é BENCH DAY

XV BENCH DAY

As Melhores Práticas Socioambientais 2017

Data: 29/06/2017 – 5ª feira – a partir das 13h30
Local: Hall Nobre do Tribunal Regional Federal da 3a Região - Avenida Paulista, 1842 - 25o Andar - São Paulo/SP


PROGRAMAÇÃO:

Bench Interativo - 13h30/15h30

Apresentações artísticas, conteúdos e demonstrações participativas
  • ODS - Vídeos, Games, Informação e Inclusão
Nós Podemos SP - Abraps - Meninos do Pet - Juntos Nessa
  • Hackathon – APPs de Mobilidade Urbana e Cidades Sustentáveis
Alertar - Freya - Rede Verde - Terios Saviour - Zanki Business
  • Benchmarking Junior - Projetos de Inovações Verdes
Cimento Ósseo - Cola de Bituca - Selante de Goma – Plástico Comestível - Pigmentos de Pilhas Exauridas
  • Benchmarking das Artes - Obras
Dorina - Fenix - Jardim Inverno - Brasil Papelão - Terra Brasilis

Seminário Benchmarking - 13h30/18h

Apresentação dos Cases Certificados - Ordem Alfabética

  • Agência Nacional de Águas (DF) - Papel Zero: Gestão Documental
  • ALUMAR - (MA) - Redução da Pegada de Resíduos
  • Aurora Alimentos (SC) - Coleta Segura: Destino Ambiental
  • Cargill Agrícola (SP) - Campanha pró Código Florestal
  • Chesf (PE) - Programa Vivendo e Aprendendo
  • Colorado Máquinas (SP) - SUSTENT´ARTE PALLETS
  • COPEL GET (PR) - Programa Linha Livre
  • Fundação Alphaville (SP) - Jovem Sustentável Aprendiz
  • Instituto do Câncer (SP)- BMS – Uma Solução Inteligente
  • Instituto NET Claro Embratel (SP) - Educonex@o
  • Itaipu Binacional (PR) - Case Plantas Medicinais
  • Kinross Brasil Mineração (MG) - Viveiros Comunitários
  • Neoenergia (RJ) - Projeto Paxuá e Paramim
  • SEBRAE (MT) - Programa de Gestão Sustentável
  • SEBRAE (MT) - Prédio Energia Zero
  • VLI Multimodal (MG) - Plantio Social Murtura
  • VOLTALIA (RJ) - Projeto Água e Renda

Solenidade Benchmarking - 18h/21h

Apresentação Ranking

  • 18h: Abertura com Atração Artística
  • 18h30: Benchmarking 15 Anos
  • 18h40: Ranking Artes, Junior e Hackathon
  • 19h: Benchmarking Pessoas
  • 19h10: Ranking Benchmarking Senior
  • 20h/21h: Coquetel de Confraternização

 Sobre Benchmarking Brasil – Um programa de valorização das boas práticas

O Programa Benchmarking realizou sua 1ª edição em 2003 e pela seriedade e formato inovador tornou-se um dos mais respeitados Selos de Sustentabilidade do País. Hoje com 1 modalidade âncora e 5 modalidades paralelas é o mais legítimo dos movimentos de sustentabilidade pela pluralidade de vozes que congrega. Empresas, Universidades, Escolas Técnicas Profissionalizantes, Órgãos e entidades representativas e governamentais, Artistas, Personalidades, e mídia especializada fazem parte da iniciativa que está em sua 15a edição. A metodologia de seleção e certificação do Programa Benchmarking tem o reconhecimento da ABNT. Em 2013, Benchmarking Brasil foi o grande vencedor (1° colocado) na categoria Humanidades do Prêmio von Martius de Sustentabilidade da Câmara Brasil Alemanha. É considerado a fotografia da gestão socioambiental brasileira registrando seu nível de maturidade e evolução em sustentabilidade.

O Programa Benchmarking já certificou 356 práticas de 186 instituições de 26 diferentes ramos de atividades. Com aproximadamente 200 especialistas de 21 diferentes países participando da comissão técnica, o programa se tornou uma plataforma de inteligência coletiva em sustentabilidade trabalhando com diferentes públicos para fortalecer o movimento das boas práticas junto a sociedade brasileira. Todo este conhecimento aplicado produzido pelos especialistas atuantes em sustentabilidade são compartilhados em publicações especializadas e eventos técnicos. Além do Banco Digital de boas práticas disponível na internet com grande visitação, mais de 60 encontros técnicos já foram realizados. 03 livros publicados (BenchMais 1, 2 e 3) e 12 edições veiculadas da Revista Benchmarking (versões eletrônica e impressa) distribuídas gratuitamente para público atuante e interessado nesta temática.

A XV edição do Programa Benchmarking Brasil contou com uma banca de especialistas de 8 diferentes países na seleção dos projetos e cases, e com importantes apoios para sua realização. São eles: Apoio Institucional: TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) e do IAPMEI – Parcerias para o crescimento do ministério de economia do governo de Portugal. Apoio Divulgação: Envolverde, Pensamento Verde, Ciclo Vivo, Papo Reto, Portal Acionista, RSOPT (Rede de Responsabilidade Social das Organizações de Portugal), Revista Meio Ambiente Industrial, Revista Filantropia. Apoio Acadêmico: Escolas Profissionalizantes Centro Paula Souza, IFSP e Senai SP, e, Universidades Anhembi Morumbi, Uninove e Mackenzie. O XV Bench Day, se realiza no dia 29 de junho de 2017 no Hall Nobre e auditório do Tribunal Regional Federal da 3a Região – Av. Paulista, 1842 – 25o andar, em São Paulo/SP. Mais informações no site benchmarkingbrasil.com.br

São Paulo, 23/06/2017
(11) 3257-9660/ 3729-9005
Relações Institucionais e Comunicação


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Inscreva-se gratuitamente no XII Seminário Reciclagem e Valorização de Resíduos



XII RECICLAGEM e VALORIZAÇÃO de RESÍDUOS SÓLIDOS: MEIO AMBIENTE e SUSTENTABILIDADE e o 
I SEMINÁRIO: POLÍMEROS e a INDÚSTRIA  DE PROCESSAMENTO

 26 de maio de 2017

Local: Anfiteatro do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - Av. Professor Mello Moraes, 2463 - Butantã, São Paulo/SP ver mapa em https://goo.gl/maps/1WEMEgzUU7n
O seminário RECICLAGEM e VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS no período vespertino apresentará palestras sobre processos e projetos atuais de reciclagem, preservação do meio ambiente e sustentabilidade. O seminário abordará projetos de pesquisas acadêmicos, de órgãos públicos e privados, que estejam envolvidos com a utilização de materiais recicláveis em: novas aplicações, em técnicas de reciclagem, no mercado de recicláveis, no controle de resíduos sólidos, na legislação ambiental, ou seja, em temas relacionados ao Meio Ambiente, bem como com a resina virgem. O objetivo é a busca de informações recentes sobre processos e projetos de reciclagem e valorização do Meio Ambiente, com palestras de empresários, de associações, de pesquisadores e de professores da área. Todos terão a oportunidade de trocar informações e experiências.
O seminário POLÍMEROS e a INDÚSTRIA DE PROCESSAMENTO no período matinal, apresentará palestras sobre resinas poliméricas virgens , suas propriedades, aplicações, bem como cuidado com a sua transformação final e o seu controle de qualidade.
Público alvo: Estudantes de Graduação e Pós-Graduação associações, pesquisadores, professores, empresários e consultores que atuam ou tenham interesse no assunto, prefeituras e órgãos públicos.

Programação:

I Seminário de Polímeros e a Indústria de Transformação
8h00 - Entrega de Material
8h30 - Abertura do Evento com o Diretor da Escola Politécnica e com o Chefe do Departamento de Eng. Metalúrgica e de Materiais
Sessão Matutina
9h00 - Massa Asfáltica com Jorge Coelho da Único Pavimentos
9h45 - Resina mais utilizadas em Filmes Barreiras para Umidade, Aroma e Oxigênio com Gilmar do Santos Martins - do IAP - Instituto Avançado do Plástico
10h30 - Processamento por injeção de Poliamidas 6 e 6.6 - Defeitos e Soluções com Ricardo Silva do RADICI Group
12h00 às 13h30 - Almoço Livre

XII Seminário Reciclagem e Valorização de Resíduos Sólidos
Sessão Vespertina
13h30 - Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Baixada Santista - PGRIRS/BS com Cláudia Echevenguá Teixeira do IPT
14h00 - Banco de Tecidos e Reúso com Luciana Bueno do Banco de Tecidos
14h30 - Habitat3 e o Gerenciamento de Resíduos com Diego Conti da Abraps - Associação Brasieira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável
15h00 - Logística Reversa de Produtos Eletroeletrônicos com Ademir Brescansin da ABINEE - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
15h30 - Biocicla - Negócios de Impacto Social e Ambiental com Jamile Balaguer da BIOCICLA e Alexandre Meza da BIOTERA
16h00 - R20 - Regions for Climate Action Initiative "Climate Leader" com Luciana de Freitas da BVRio - Bolsa Verde do Rio de Janeiro - Environmental Exchange
16h30 - Debate com os Palestrantes
17h00 - Motivação utilizando a Filosofia de Artes Marciais, Mágica e Bom Humor com Hélio Heibeck
Premiação dos trabalhos enviados pelos alunos e profissionais
18h30 - Encerramento
Observação: Pode haver pequena alteração na programação



sábado, 8 de abril de 2017

Pesquisadores do Instituto Mamirauá registram a maior onça-pintada na várzea amazônica

Pesquisadores do Instituto Mamirauá registraram recentemente a maior onça-pintada já estudada em toda a várzea amazônica. O felino é um macho de aproximadamente seis anos de idade, pesa 72 kg e está em excelentes condições físicas. O animal foi encontrado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no estado do Amazonas, e surpreendeu os especialistas.

"Essa é a maior onça que nós capturamos em quase dez anos de pesquisas com esses animais na Reserva Mamirauá. Ela tem cerca de 11 quilos a mais que o macho mais pesado que registramos até hoje", conta o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho. Veja fotos do animal feitas por uma armadilha fotográfica do Instituto Mamirauá, momentos antes da captura. As imagens foram feitas com flashes infravermelhos.

Galego, como o felino foi batizado pelos cientistas, estava contido em uma das armadilhas de laço instaladas em trilhas da floresta. Depois de capturadas, as onças-pintadas são monitoradas por meio de colares de telemetria, que informam, via satélite, a posição dos animais.

Com 17 kg acima da média dos outros sete machos de onça-pintada atualmente monitorados pelo Grupo de Pesquisa (GP) de Felinos do Instituto Mamirauá, Galego também se diferencia em outro aspecto, que adiciona mais mistério a sua ocorrência nas florestas alagadas da Amazônia: em seu corpo foram identificadas cinco larvas de um tipo de mosca raramente visto na várzea.

"O acompanhamento do Galego será muito interessante para sabermos qual é o limite de tamanho de uma onça-pintada que é energeticamente viável para a várzea", afirma.

Preservando a espécie
As pesquisas com onças-pintadas desenvolvidas pelo Instituto Mamirauá têm por objetivo entender a ecologia da onça-pintada nas Florestas de Várzea da Amazônia. Com os resultados, subsidiar ações efetivas de conservação da espécie e melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com este grande felino. Em quase uma década de atuação, as pesquisas já descobriram que as florestas de várzea da Amazônia têm altas densidades de onças-pintadas com mais de 10 onças a cada 100 Km².
Outra descoberta é a de que as onças-pintadas que vivem nas florestas de várzea da Reserva Mamirauá exibem um comportamento único entre os grandes felinos. Durante a inundação, vivem durante cerca de quatro meses do ano em cima de árvores, onde criam os seus filhotes e se alimentam, nadando de uma árvore para a outra para procurar presas. A pesquisa é desenvolvida pelo Instituto Mamirauá, com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Fundação Gordon and Betty Moore.

Turismo científico
Com a comprovação científica de que as onças de Mamirauá permanecem na copa das árvores, a Pousada Flutuante Uacari, em parceria com a equipe do GP Felinos do Instituto Mamirauá, iniciou em 2014 a operacionalização de expedições científicas para turistas avistarem esses animais. As expedições são parte de uma estratégia de conservação que tem o objetivo de aumentar o valor da onça-pintada para as comunidades ribeirinhas. O recurso das expedições é utilizado para gerar benefícios econômicos para as comunidades locais e para apoiar a continuidade do projeto de pesquisa com onças-pintadas visando reduzir o conflito entre onças e comunidades locais. A Pousada Uacari é um projeto de turismo de base comunitária, cuja gestão é compartilhada entre o Instituto Mamirauá e comunidades da Reserva Mamirauá.


Texto: João Cunha e Eunice Venturi

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Estudo aponta municípios de São Paulo que mais regeneraram a Mata Atlântica

Valparaíso, Castilho e Quatá foram as cidades que mais recuperaram a floresta em 30 anos, segundo levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica e INPE
                                                                                                                     
           A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgam nesta terça-feira (7/2), uma avaliação detalhada sobre a regeneração da Mata Atlântica no estado de São Paulo. O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que monitora a distribuição espacial do bioma, identificou a regeneração de 23.021 hectares (ha), ou o equivalente a 230,21 km2, entre 1985 e 2015. A área é maior que a das cidades de Santo André e São Caetano juntas.

Segundo os dados do Atlas, Valparaíso foi o município que apresentou mais áreas regeneradas no período avaliado, num total de 754 ha, seguido da cidade de Castilho (735 ha), Quatá (676 ha), Catanduva (671 ha) e Teodoro Sampaio (601 ha).

Confira na tabela abaixo a regeneração ocorrida nos municípios:

UF
Município
Área Município (ha)
Área Município na Lei MA (ha)
% Município na Lei MA
Regeneração 1985 a 2015 (ha)
SP
Valparaíso
       85.751
         85.751
100,0%
             754
SP
Castilho
     106.580
       106.580
100,0%
             735
SP
Quatá
       65.037
         56.220
86,4%
             676
SP
Catanduva
       29.060
         27.835
95,8%
             671
SP
Teodoro Sampaio
     155.599
       155.599
100,0%
             601
SP
Itapirapuã Paulista
       40.648
         40.648
100,0%
             534
SP
Presidente Bernardes
       74.896
         74.896
100,0%
             490
SP
Novo Horizonte
       93.167
         89.040
95,6%
             451
SP
Lutécia
       47.492
         26.067
54,9%
             436
SP
Iperó
       17.028
         17.028
100,0%
413

O estudo analisa principalmente a regeneração sobre formações florestais que se apresentam em estágio inicial de vegetação nativa, ou áreas utilizadas anteriormente para pastagem e que hoje estão em estágio avançado de regeneração. Tal processo se deve tanto a causas naturais, quanto induzidas por meio do plantio de mudas de árvores nativas.

A Mata Atlântica cobria originalmente 69% da área de São Paulo, ou seja, um pouco mais de 17,07 milhões de hectares. Hoje, restam apenas 2.334.876 milhões de hectares do bioma – 13,7% desse total. De acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais, nos últimos 30 anos foram desmatados 183.133 mil hectares de Mata Atlântica no estado. Dos 645 municípios paulistas, 574 têm ocorrência da Mata Atlântica. 

O Estado de São Paulo tem seis municípios na lista do 100 que mais desmataram entre 1985 e 2015, de acordo com o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica. A área total desmatada por eles é de 33.719 mil hectares, ou cerca de 337 quilômetros quadrados, o que corresponde ao espaço do Município de Ilhabela. Em contrapartida, desde 2013, São Paulo está na lista dos estados com nível de desmatamento zero (menos de 100 hectares de desflorestamento), com 45 ha na última edição, que avaliou o período de 2014-2015.

"Além de permanecer no nível zero de desmatamento, o desafio do estado é ampliar o processo de regeneração florestal. Por conta disso, é extremamente importante uma ação conjunta envolvendo poder público, iniciativa privada e sociedade", afirma a diretora-executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota.

Bons ventos na Mata Atlântica

Nos últimos 30 anos, houve uma redução de 83% do desmatamento do bioma. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, sete dos 17 estados da Mata Atlântica já apresentam nível de desmatamento zero. “Embora o levantamento atual não assinale as causas da regeneração, ou seja, se ocorreu de forma natural ou se decorre de iniciativas de restauração florestal, é um bom indicativo de que estamos no caminho certo”, afirma Marcia.

Ao longo da história, a ONG foi responsável pelo plantio de 36 milhões de mudas de árvores nativas espalhadas pelo país, especialmente nas áreas de preservação permanente, no entorno de nascentes e margens de rios produtores de água.  A Fundação SOS Mata Atlântica também restaurou uma área em Itu, uma antiga fazenda de café, que hoje é destinada para atividades relacionadas à conservação dos recursos naturais, restauração florestal e educação ambiental.

“Durante o monitoramento, constatou-se a existência de outras áreas ocupadas por comunidades de porte florestal em diversos estágios intermediários de regeneração, áreas essas que devem ser mapeadas e divulgadas em futuros estudos”, esclare Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE.

Este estudo foi realizado com o patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan. A análise se baseia em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8. O Atlas utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e de geoprocessamento para monitorar remanescentes florestais acima de 3 ha.


Sobre a Mata Atlântica
A Mata Atlântica está distribuída ao longo da costa atlântica do país, atingindo áreas da Argentina e do Paraguai nas regiões Sudeste e Sul. De acordo com o Mapa da Área de Aplicação da Lei nº 11.428, a Mata Atlântica abrangia originalmente 1.309.736 km2 no território brasileiro. Seus limites originais contemplavam áreas em 17 estados: PI, CE, RN, PE, PB, SE, AL, BA, ES, MG, GO, RJ, MS, SP, PR, SC e RS. Nessa extensa área vivem atualmente mais de 72% da população brasileira.

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica
A Fundação SOS Mata Atlântica atua há 30 anos na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do país. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e unidades de conservação, dentre outros. Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar emwww.sosma.org.br.

Sobre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) atua nas áreas de Observação da Terra, Meteorologia e Mudanças Climáticas, Ciências Espaciais e Atmosféricas e Engenharia Espacial. Possui laboratórios de Computação Aplicada, Combustão e Propulsão, Física de Materiais e Física de Plasmas. Presta serviços operacionais de monitoramento florestal, previsão do tempo e clima, rastreio e controle de satélites, medidas de queimadas, raios e poluição do ar.

O INPE aposta na construção de satélites para produção de dados sobre o planeta Terra, e no desenvolvimento de pesquisas para transformar estes dados em conhecimento, produtos e serviços para a sociedade brasileira e para o mundo. Também se dedica à distribuição de imagens meteorológicas e de sensoriamento remoto, e à realização de testes e ensaios industriais de alta qualidade. Além disso, o Instituto transfere tecnologia, fomentando a capacitação da indústria espacial brasileira e o desenvolvimento de um setor nacional de prestação de serviços especializados no campo espacial. Mais informações em www.inpe.br.

Fundação SOS Mata Atlântica

domingo, 4 de dezembro de 2016

Atlas da Mata Atlântica faz radiografia do desmatamento em São Paulo



Levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica também traz dados nacionais dos últimos 30 anos

Guarulhos foi o município paulista que mais desmatou a Mata Atlântica entre 2014 e 2015, com a eliminação de 12 hectares (aproximadamente a área de 12 campos de futebol) de floresta nativa. No sentido inverso, Boa Esperança do Sul foi a cidade que mais conservou o seu bioma, com 87,6% do total natural preservado.

Isso é o que mostra o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, lançado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esses são os principais destaques do Estado de São Paulo no levantamento da ONG. 

Neste ano, em que a SOS Mata Atlântica comemora seu 30º aniversário, o estudo mapeou os 100 municípios que mais desmataram o bioma entre 1985 e 2015. Nessa classificação, o Estado de São Paulo é berço de seis dos 100 municípios que mais desmataram durante o período. A área total desmatada por essas cidades é de 33.719 mil hectares, ou cerca de 337 quilômetros quadrados, o que corresponde ao espaço do Município de Ilhabela.

“O Atlas dos Municípios é extremamente importante, pois traz um balanço de quais estados e municípios têm dado o devido valor à preservação das florestas nativas e do meio ambiente. Nesta edição, por meio do levantamento de 30 anos, conseguimos mapear a situação das cidades e esperamos que esse Atlas contribua para incentivar os novos governantes a conservarem a Mata Atlântica”, disse a diretora-executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota.

Confira os rankings por municípios:





Atlas dos 30 anos

O balanço de 30 anos do Atlas da Mata Atlântica mostra que as regiões Sul e Sudeste têm a maior quantidade de municípios entre os 100 que mais desmataram o bioma. Juntos, os estados do Paraná (40), Rio de Janeiro (13) e Santa Catarina (11) responderam por 64% desse ranking.

A Bahia tem 10 cidades no levantamento dos 100 municípios que mais desmataram a Mata Atlântica em 30 anos, seguida por Minas Gerais (9), São Paulo (6), Mato Grosso (4), Espírito Santo (3), Piauí (2) e Rio Grande do Sul (2).
O ranking dos 10 maiores desmatamentos entre 1985 e 2015 é liderado pelo Paraná, com cinco cidades, seguido pelo Rio de Janeiro (2), Bahia (2) e Santa Catarina (1).  Juntas, as 10 cidades desse ranking desmataram 169.858 hectares (1.698,58 quilômetros quadrados), área um pouco maior do que a da capital de São Paulo (1.522,9 km²).  

Com base em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 30 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha). “Foram anos de trabalho para que pudéssemos consolidar uma base temática (mapa) que permite atualizações anuais consistentes. A possibilidade de o cidadão comum poder acompanhar a dinâmica da cobertura florestal do município onde reside é, sem dúvida, a materialização de uma intenção que tivemos no passado”, afirma Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE.

Planos municipais da Mata Atlântica
Um dos instrumentos mais eficientes para que os municípios façam a sua parte na proteção da floresta mais ameaçada do Brasil é o Plano Municipal da Mata Atlântica, que reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e uso sustentável da Mata Atlântica. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, reforça que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município.

“O PMMA é extremamente importante, pois é um plano que depende diretamente da ação da comunidade local em parceria com a sociedade para ser aplicado, diferente das outras leis do país. A aplicação do plano permite o desenvolvimento de políticas locais de meio ambiente” afirma Mario.

‘Aqui tem Mata’
É possível acompanhar a situação dos remanescentes florestais em 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata Atlântica no ‘Aqui tem Mata?’, hotsite que disponibiliza, por meio de mapas interativos e gráficos, informações sobre o estado de conservação de florestas, mangues, restingas e outros ambientes do bioma.

Basta inserir o nome de um munícipio para descobrir o que resta de vegetação, as bacias hidrográficas presentes na cidade, o ranking municipal de desmatamento e se existe alguma área preservada de Mata Atlântica no bairro ou em regiões próximas, como parques, reservas federais, estaduais e municipais, entre outras informações. Acesse www.aquitemmata.org.br.

Os mapas dos principais rankings nacionais estão disponíveis em: https://nuvem.sosma.org.br/index.php/s/zPxBZePmCXIFfXN

Sobre a SOS Mata Atlântica
A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG brasileira que atua há 30 anos na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do país. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e unidades de conservação, dentre outros. Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br.