domingo, 23 de agosto de 2015

Veículos elétricos reduzem poluição e calor

País também já conta com alternativas de transporte público sustentável

Os veículos elétricos são considerados alternativas sustentáveis para a redução da emissão de poluentes na atmosfera. Além disso, também podem ajudar a diminuir o aquecimento global reduzindo a temperatura dos municípios. A pesquisa a partir de dados das cidades chinesas aponta que a substituição pelo veículo elétrico poderia reduzir a intensidade das ilhas de calor em cerca de 1 grau Celsius.
Um outro levantamento, realizado pela Rede Nossa São Paulo em 2011, mostrou que só no estado de São Paulo foram registradas aproximadamente 17 mil mortes e 68 mil internações de pessoas mais vulneráveis a doenças associadas à poluição. O Brasil já conta com alternativas de veículos elétricos, inclusive para o transporte público urbano, que podem se tornar solução para a melhoria da qualidade de vida dessas regiões.
O mercado brasileiro conta com produtos 100% nacionais, que já demonstraram eficácia na redução da poluição atmosférica. Um dos mais novos produtos é o ônibus híbrido DUAL. A tecnologia garante que um mesmo veículo opere tanto como elétrico híbrido, com um motor gerador mais a bateria, como também como elétrico puro (baterias) ou trólebus (rede aérea).
“Essa tecnologia se destaca principalmente por evitar investimentos em infraestrutura de recarga para as baterias. Esse ônibus, quando está operando na versão híbrido, as baterias são recarregadas na frenagem”, explica Iêda Maria Alves Oliveira, gerente comercial da Eletra. "O poder público pode determinar áreas de emissão zero e o híbrido DUAL desliga o grupo motor gerador e passa a operar como trólebus ou elétrico puro, com emissão zero”, conclui.
Eletra

A Eletra está no mercado há mais de 30 anos e fabrica veículos elétricos nas versões trólebus (rede aérea); híbrido (grupo motor gerador + baterias), e elétrico puro (baterias). Em 1999, a Eletra criou o primeiro ônibus elétrico híbrido com tecnologia brasileira. Hoje, a marca está presente em 400 ônibus com tração elétrica em operação na Grande São Paulo, além de cidades como Rosário, na Argentina, e Wellington, na Nova Zelândia. Veja também o site da empresa: www.eletrabus.com.br

Escola Politécnica reprojeta unidade na USP Leste

Em reunião com lideranças da região, diretor José Roberto
Castilho Piqueira garantiu que a Poli continuará na Zona Leste.


Em reunião realizada nesta quinta-feira (20/08) com o Movimento por Educação de Qualidade na Zona Leste e outras lideranças sociais dessa região da cidade de São Paulo, o diretor da Escola Politécnica da USP (Poli), professor José Roberto Castilho Piqueira, anunciou que a instituição tem um grupo de trabalho para reprojetar a Poli-Leste. "Haverá uma Poli de primeira categoria na USP Leste, nos moldes do que fizemos na Poli-Santos. Isso não é um compromisso meu, pessoal, mas um compromisso da Diretoria da Poli", afirmou ele, sendo aplaudido pelas pessoas presentes.

O professor Mauro Zilbovicius, do Departamento da Engenharia de Produção da Poli, está coordenando o grupo. O diretor disse que o grupo trabalhou em um projeto antigo feito para a Prefeitura de São Paulo, que previa a instalação de uma unidade de ensino de engenharias na Zona Leste, e que não foi levado adiante. "Toda a parte acadêmica desse projeto, que é a mais importante,já está estruturada", explicou Piqueira.

Segundo ele, a partir do momento em que as questões ambientais envolvendo o campus da USP Leste forem resolvidas, será possível dar andamento ao projeto. "Gostaríamos de ter a Poli funcionando na Zona Leste em dois anos, contados a partir da liberação da área para construção dos prédios, já que sem eles não há comohaver aulas".

Piqueira disse ainda que a Poli vai procurar alternativas para obter os recursos para as obras, e não esperar apenas pelas verbas da Universidade. "Foi assim que trabalhamos para construir a Poli-Santos. Fomos ao BNDES, tivemos a parceria da Prefeitura de Santos. Aqui na Zona Leste temos empresas que poderiam nos ajudar, podemos conversar com osAmigos da Poli, um grupo de ex-alunos que se juntou para apoiar projetos da Escola", exemplificou.

Segundo informações da Superintendência de Espaço Físico da USP, que está conduzindo as ações para análise ambiental e liberação das áreas interditadas do campus Leste, todas as ações recomendadas pela Cetesb já foram tomadas em relação ao terreno onde serão construídas as edificações da Poli-Leste. As análises e diagnóstico do solo e da água subterrânea dessa área foram concluídos no final de 2014.

No início deste ano foram oferecidos dados adicionais solicitados pela Cetesb.Desde então a USP aguarda um posicionamento do órgão sobre o diagnóstico apresentado pela Universidade. As análises feitas pela USP indicaram que não há riscos e que a área pode ser liberada, mas somente depois de a Cetesb analisar a documentação e aprová-la, poderá dar autorização para a retirada dos tapumes e liberar o uso do local.

Diante da impossibilidade de construir o prédio da Poli na USP Leste, em razão dos problemas ambientais, os alunos do curso de Engenharia da Computaçãoforam transferidos para a Poli no campus do Butantã. A USP decidiu não oferecer vagas no vestibular de 2016 para esse curso. As vagas criadas para a Poli-Leste, porém, não foram canceladas, e sim redistribuídas entre os Departamentos da Poli, ampliando o número de vagas disponíveis para outros cursos.

Cursinhos preparatórios - Piqueira contou ainda que foi feita uma análise relacionada aos 100 alunos que entraram no curso oferecido pela Poli na USP Leste.

Mais da metade deles queria estudar outras áreas da Engenharia, tendo colocado o curso da Poli-Leste como terceira ou quarta opção. "Apenas 30 alunos desses 100 estão cursando, hoje, Engenharia da Computação", revelou Piqueira. "Com a transferência para o campus do Butantã, a maioria preferiu outras áreas da engenharia.

Outro dado revelado pelo diretor da Poli é que, dos 100 alunos, apenas um morava na Zona Leste."Os estudantes da Zona Leste não conseguem entrar na Poli porque concorrem em condições de desigualdade. A Poli acredita que pode fazer algo sobre isso", completou Piqueira.

Ele destacou algumas iniciativas da Poli nesse campo, como a realização do cursinho para 60 jovens da Zona Leste em parceria com o Anglo, a oferta do cursinho gratuito da Poli, cujo material é oferecido pelo Etapa, e o Programa de Pré-Iniciação Científica, pelo qual alunos de ensino médio da rede pública assistem aulas na Poli e desenvolvem projetos, tendo uma vivência universitária antes de prestarem vestibular.

Havia a perspectiva de que o cursinho da Poli fosse oferecido na Zona Leste, mas Piqueira explicou que os professores são alunos da Escola e eles não conseguem se deslocar até a região para dar as aulas e ainda dar conta dos estudos na Universidade, uma vez fazem cursos em tempo integral. O diretor se dispôs a discutir com os movimentos sociais locais a possibilidade de o Programa Poli Cidadã, que tem uma iniciativa de dar aulas em escolas públicas, poder trabalhar em parceria para organizar um cursinho na região.

O professor Mauro Zilbovicius encerrou a participação da Poli no encontro na Zona Leste, dizendo que a Escola está pensando estrategicamente seu futuro. "O que vamos fazer daqui 20, 30 anos precisa ser construído agora. Estamos escolhendo os projetos estratégicos para a Poli e, com certeza, a Poli-Leste é um deles, assim como é a Poli-Santos, a estruturação de uma forte atividade junto ao ensino médio, pois é missão da Poli desenvolver nos jovens o gosto pela Engenharia, mostrar que ela é mais do que matemática, é usar criatividade, conhecimento e ciência para melhorar o mundo", finalizou.

Também participaram do encontro com lideranças da Zona Leste alunos, professores e funcionários da alunos, professores e funcionários da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP Leste.


ATENDIMENTO À IMPRENSA:

Acadêmica Agência de Comunicação - www.academica.jor.br   

Laboratório da UFSCar recruta bebês para pesquisa sobre o início do caminhar

Podem participar do estudo bebês com idade entre nove e 10 meses, prematuros e nascidos a termo


O Laboratório de Análise do Desenvolvimento Infantil (LADI), do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), está recrutando bebês com idade entre nove e 10 meses, prematuros e nascidos a termo, para a realização de uma pesquisa sobre o início do caminhar. O objetivo do estudo é avaliar os desenvolvimentos – motor, cognitivo de linguagem e sensorial – e o caminhar dos bebês durante o período de aquisição da marcha e, assim, investigar se há diferenças entre a população de bebês prematuros e aqueles nascidos a termo.

A pesquisa está sendo realizada pela aluna de doutorado Mariana Martins dos Santos, do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da UFSCar, sob orientação da professora Nelci Adriana Cicuto Ferreira Rocha, do DFisio. Segundo Mariana, as avaliações são feitas por fisioterapeutas e podem acontecer nas casas dos bebês ou no próprio DFisio, de acordo com a preferência dos pais ou cuidador. “A pesquisa consiste na aplicação de uma escala de avaliação, em que o fisioterapeuta leva os brinquedos necessários para a criança interagir e executa as tarefas propostas por essa escala. Também é realizada uma entrevista com pais ou cuidador para coleta de dados do nascimento e hábitos e preferências dos bebês”, explica a aluna. Toda esta avaliação tem duração de aproximadamente 1h30 e pode ser dividida em dois dias – um para avaliação com a criança e outro para entrevista, caso os pais assim desejarem.

Segundo Mariana, após essa avaliação, a pesquisadora manterá contato com a família e as avaliações são repetidas no período em que a criança começar a andar para acompanhar o processo. “Depois de toda a análise, enviarei um relatório detalhado das avaliações da criança e a família será orientada caso algum atraso seja identificado”, ressalta.

A avaliação é gratuita e os interessados em participar da pesquisa podem entrar em contato com a pesquisadora pelo email mari.santos.fisio@gmail.com ou pelos telefones (16) 3306-6709 e (16) 98158-7477. O recrutamento de bebês será realizado até dezembro de 2015. Mais informações podem ser solicitadas à pesquisadora por estes mesmos contatos.



Contato para essa pauta: Adriana Arruda    
Telefone: (16) 3351-6563 Ramal: 6563    
E-mail: adrianaarruda@ufscar.br

Coordenadoria de Comunicação Social - Universidade Federal de São Carlos. 

Telefone: (16) 3351-8119. 
E-mail: ccs@comunicacao.ufscar.br 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

StartupAcre: 16 Startups do Acre serão Premiadas

Inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até às 20h do dia 27 de julho

Serão selecionadas as 16 startups mais inovadoras do Acre que participarão de workshops, treinamentos e mentorias, com o intuito de auxiliar na elaboração dos seus planos de negócios. O governo do Estado, por meio da Secretária de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect), juntamente com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Acre (Sebrae/AC) lançaram o edital de seleção para startups acreanas.

O programa, criado pela Transforma conta com 6 workshops presenciais, várias mentorias e apresentações por meio de videoconferências, acompanhamento remoto individualizado e equipe de apoio aos empreendedores. As startups que realizarem todo o programa de construção do plano de negócios digital receberão um prêmio individual de R$ 20 mil para investimento na melhoria dos seus produtos ou serviços.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site ti.coop.br/startupacre até as 20h do dia 27 de julho de 2015. (horário do Acre)

Para mais informações: http://ti.coop.br/startupacre 


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Estudo global da GfK aborda valores ambientais em 23 países

A GfK (www.gfk.com) divulga os resultados de uma pesquisa global sobre valores ambientais que realizou com 28 mil com consumidores maiores de 15 anos em 23 países.  Os entrevistados responderam com que intensidade concordam com afirmações específicas sobre responsabilidade ambiental de marcas, empresas e indivíduos.

Empresas e marcas devem ser ambientalmente responsáveis
Na média global, mais de três quartos (76 %) dos entrevistados concordam que as marcas e empresas devem ser ambientalmente responsáveis. Os resultados por país, mostram que o Brasil  (81%) é o quinto pais mais preocupado com a responsabilidade ambiental de marcas e empresas.  A lista é encabeçada pela Índia (94%), Indonésia (93%), Turquia (83%) e França (82%).  Nas últimas posições, estão os Estados Unidos (66%), a Suécia (62%) e o Japão (58%).




Sinto culpa ao agir de forma ambientalmente não responsável
Os entrevistados também responderam o quanto se sentem culpados ao eventualmente agir em desacordo com o conceito ecologicamente correto. As respostas dos consumidores brasileiros colocaram o país no 3º lugar da lista, com 75% dos entrevistados declarando sentir culpa quando tomam alguma atitude contrária aos valores ambientais.  Nas primeiras posições da relação estão os consumidores da Índia (85%) e da Indonésia (83%). 



Só consumo produtos e serviços alinhados com minhas crenças, valores e ideais
Na média global, 63% dos entrevistados concordam que somente consomem produtos e serviços alinhados com suas crenças, valores e ideais. A divisão por países mostra mais uma vez os consumidores  indianos e indonésios à frente.  No Brasil este índice chegou aos 71%, colocando o País na 5ª posição, à frente da China (72%) e da Ucrânia 78%).


Sobre o estudo
Para a pesquisa, a GfK entrevistou mais de 28.000 pessoas com 15 anos ou mais, em 23 países, online ou pessoalmente, entre junho e agosto de 2014. Os países incluídos são Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Polônia, Rússia, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia, Reino Unido, Ucrânia e EUA.

Sobre a GfK
A GfK é uma fonte confiável de informações relevantes sobre os mercados e consumidores, permitindo que seus clientes tomem decisões mais inteligentes. Mais de 13.000 especialistas em pesquisa de mercado combinam a paixão pelo que fazem com uma longa e vasta experiência em ciência de dados. Isso permite que a GfK forneça insights globais, combinados à inteligência de mercado local, em mais de 100 países. Através de tecnologias inovadoras e ciências de dados, a GfK transforma o big data em dados inteligentes, possibilitando que seus clientes alavanquem a sua vantagem competitiva e enriqueçam as experiências e escolhas dos consumidores.
Para obter mais informações, visite www.gfk.com ou siga a GfK no Twitter: https://twitter.com/GfK_en


domingo, 7 de junho de 2015

Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN

Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN

Programa de Desenvolvimento do Turismo Sustentável em RPPNs do Brasil - ProEcoTur-RPPN e o GT ProEcoTur da CNRPPN

Prezados Amigos, retornamos a esta Coluna para escrever sobre um dos mais relevantes, em termos de possibilidades práticas, entre tantos e tão variados temas relativos à Sustentabilidade que, na maioria das vezes, os interessados em Meio Ambiente e Sustentabilidade, no afã de suas rotinas, se esquecem de dedicar um pouco mais de atenção a alguns deles, entre vários de extrema relevância.

Pois bem, encurtando a prosa, todos sabem que as matas ciliares, às margens e cabeceiras dos rios e lagos, mananciais, são essenciais para o regime das águas.   Muito bem, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural as RPPNs, que fazem parte desse complexo de procedimentos conservacionistas são um importante fator de preservação ambiental e de promoção socioambiental equitativa.

Diz a Wikipédia, a enciclopédia livre:
Reserva Particular do Patrimônio Natural é um dos tipos de unidades de conservação brasileiras previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Criada através da Lei 9.985, de 18 de julho de 2000, consta que "a Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma área privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica".

A RPPN é um tipo de unidade de conservação da Natureza, criada individualmente pela vontade e iniciativa unilateral do proprietário rural, o qual decide transformar suas terras em reservas e assume o compromisso com a conservação da Natureza, que é um vínculo perpétuo. A importância das RPPNs  é que elas protegem as riquezas naturais do local e da região onde são implantadas, contribuem para a preservação da água, a regulação do clima, filtragem e oxigenação do ar, possibilitam pesquisas científicas e prestam outros serviços ambientais similares afins. 

Um desses aspectos muito importantes é o de proporcionar familiarização dos visitantes com a Natureza, com o desenvolvimento e a prática de atividades turísticas, recreativas, de educação e pesquisas realizadas nas RPPNs, previamente autorizadas pelo órgão ambiental que reconheceu a RPPN.

Essas atividades paralelas geram renda extra e, o que é muito importante e de grande valor, promove o elevado reconhecimento social dos seus proprietários na região à qual pertencem; As RPPNs desenvolvem atividades relativas ao artesanato, projetos culturais, artes culinárias, ecoturismo, educação ambiental, práticas de folclore, música e danças entre outras sinergias com o Meio Ambiente, meditação ao ar livre e outras práticas e atividades saudáveis, caminhadas ao ar livre, escaladas, assegurando a proteção de espécies nativas vegetais e animais.
 
O primeiro ato legal de criação das RPPNs foi o Decreto N.º 98.914, de 1990; esse foi substituído pelo Decreto n.º 1.922/1996, que focava na criação de áreas protegidas pela iniciativa dos proprietários de terras particulares.

A Lei n.º 9.985, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC definiu as RPPNs como uma das categorias de unidade de conservação do grupo de uso sustentável e são reguladas pelo Decreto n.º 5.746/2006.

Além das características mencionadas anteriormente, as RPPNs promovem, entre outras, a conservação da diversidade biológica local e regional, proteção dos recursos hídricos, o manejo sustentável dos recursos naturais e, o que é muito importante, também, a preservação das belezas dos cenários naturais e dos ambientes históricos.

A RPPN pode ser criada por ato voluntário de pessoas físicas ou jurídicas, que sejam proprietárias de imóveis rurais ou urbanos, com potencial para a conservação da natureza e têm o direito de propriedade plenamente assegurado, mas tem o status é de área protegida privada perpétua.

Obtendo a sua RPPN, que naturalmente mantém a conservação da sua área natural, o proprietário desfruta de benefícios como: i ) a isenção do Imposto Territorial Rual – ITR relativo à RPPN;  ii) a faculdade de explorar e desenvolver atividades de ecoturismo e educação ambiental, desde que estejam previamente previstas e aprovadas no plano de manejo; iii) pode fazer parcerias com organizações públicas e privadas para proteção, manejo e gestão da RPPN; iv) terá preferência na concessão de crédito agrícola, nas instituições oficias de crédito. 

Qual deve ser a extensão da área da RPPN? Qualquer. Quando o proprietário da gleba solicita a criação da RPPN, o órgão oficial procede à vistoria técnica para reconhecer se a propriedade tem os atributos essenciais à RPPN.

O requerimento de criação da RPPN, quando de âmbito federal, será encaminhado ao ICMBio, a quem cabe a criação e fiscalização das unidades de conservação; O requerimento será encaminhado aos órgãos ambientais estaduais ou municipais, quando for solicitada a criação de RPPN na esfera estadual ou municipal.

O Sistema Informatizado de Monitoria de RPPNs – SIMRPPN acompanha o número e a área das RPPNs.

Breve histórico: Quanto ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, teve origem da década de 1970, quando o então Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF, apoiado pela organização não-governamental – ONG- Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza, criou o Plano do Sistema de Unidades de Conservação do Brasil, publicado em 1979. Esse plano tinha objetivos específicos necessários à conservação da natureza e propunha novas categorias de manejo dos recursos naturais, as quais não eram previstas na legislação da época - Código Florestal Brasileiro, de 1965 e a Lei de Proteção à Fauna, de 1967. A segunda etapa do plano, elaborada pelo IBDF, foi sancionada pelo governo em 1982 e publicada com o seu nome e siglas atuais - Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza -SNUC.
Naquela época não existia amparo legal ao Sistema e evidenciou-se a necessidade de lei que incorporasse os conceitos definidos no mesmo, fornecendo os mecanismos legais para a categorização e o estabelecimento de unidades de conservação no Brasil. A ONG Fundação Pró-Natureza - FUNATRA, com recursos inicialmente da Secretaria Especial do Meio Ambiente -SEMA e do IBDF, que foi extinto e, sucedido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, reuniram um grupo de especialistas a partir de julho de 1988 visando a revisão e atualização conceitual do conjunto de categorias de unidades de conservação, incluindo a elaboração de um Anteprojeto de Lei, para dar suporte legal ao Sistema. Os trabalhos foram concluídos em 1989 e resultaram em duas versões de Anteprojetos de Lei, que foram publicados pelo IBAMA e pela FUNATRA. Os Anteprojetos de 1989 foram extensivamente discutidos tanto no Executivo como no Legislativo, que os tornaram objeto de discussões e de várias consultas públicas e, após adequações, foram publicados na forma da Lei Nº 9.985, de 18 de julho de 2000 e Decreto Nº 4.340, de 22 de agosto de 2002, que regulamenta o SNUC.

Pois bem, retornando ao tema principal, tendo feito esse retrospecto para nos reposicionarmos quanto ao contexto do relevante tema RPPN, temos a destacar a importante Pesquisa sobre Ecoturismo em RPPN – realizada recentemente acerca do assunto, e a consolidação está sendo amplamente compartilhada visto que o tema é de interesse global e que representa o marco institucional da iniciativa de sensibilização nacional das RPPNs.
É mister assinalar o reconhecimento do grande, efetivo e decisivo apoio da Ruschel & Associados Negócios e Sustentabilidade, empresa especializada, que preparou e apresentou o relatório “ Pesquisa sobre turismo sustentável em RPPNs” da CNRPPN - Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural.
A Confederação Nacional dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural – CNRPPN- anunciou, em 29.05.15, publicamente, que implantará o ProEcotur-RPPNs.programa de desenvolvimento de turismo sustentável para as 1.260 RPPNs as quais preservam cerca de 780.000 hectares.

É importante destacar que a Convenção sobre a Diversidade Biológica - CDB da Organização das Nações Unidas tem reiterado que o turismo é uma forte componente socioeconômica para a sobrevivência das áreas de conservação da biodiversidade e, que a Organização Mundial do Turismo – OMT-  ressalta o ecoturismo como um dos segmentos que têm apresentado, maior crescimento nos mais recentes dez anos.

ProEcotur-RPPNs - O programa elaborado e, agora anunciado, pela  Confederação Nacional dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural denomina-se ProEcotur-RPPNs fundamentado em levantamentos, pesquisas e entrevistas realizados no primeiro trimestre de 2015, consolida e apresenta as informações recebidas dos proprietários de RPPNs, entrevistados.

A previsão é de que essa etapa do  ProEcotur-RPPNs terá três anos de duração e prevê investimentos e ações em três grandes eixos: Sensibilização, Capacitação e Comercialização.

Os recursos para viabilizar o programa serão captados interna e externamente nos próximos meses em parceria com a Ruschel & Associados Negócios e Sustentabilidade - R&A, que é consultoria especializada em sustentabilidade e turismo sustentável.

Entre outras informações relevantes, o levantamento identificou que, para 81,5% dos proprietários as suas RPPNs têm potencial turístico e estão interessados nessa atividade, mesmo porque 23,5% deles praticam e estão familiarizados com o turismo receptivo e querem se especializar.

Estão previstos, pelo Programa de Desenvolvimento de Turismo Sustentável em RPPNs - ProEcotur-RPPNs eventos regionais com programações em vários temas, inclusive nos temas pesquisados; a elaboração e distribuição de guias, cartilhas e outros informativos; material informativo e instrucional, a capacitação de gestores, técnicos especializados e de profissionais em serviços de turismo, cursos presenciais e à distância;

Cogita-se também a criação de portal com ofertas de turismo nas RPPNs em convenio com outros.

Os interessados em conhecer a integra dessa pesquisa podem acessar: https://goo.gl/HA4fxi

O programa é Coordenado por Flávio Ojidos e-mail flavio@ojidos.com.br; tel. 11 972-375-851.

O Ecoturismo preservando ecossistemas – Laercio Machado de Sousa, Presidente da CNRPPN, e proprietário das RPPNs Neivo Pires I e II, e diretor da empresa de turismo LTN BRASIL – L’alianXa Travel Network Brasil, de Campo Grande – MS, assegura que o turismo sustentável contribuirá para valorizar o papel das RPPNs  no Sistema de Unidades de Conservação do pais. Diz ele: “Nas 1.260 RPPNs brasileiras encontramos atrativos para o desenvolvimento de turismo sustentável com muitos enfoques e muitas variações de flora, fauna e geografia, porque temos unidades em todos os biomas brasileiros e mais agilidade operacional se comparado aos Parques Nacionais. A oferta de programas de turismo sustentável certamente vai contribuir economicamente para a gestão dessas unidades e, com isso, reforçar seu papel ambiental, cultural e socioeconômico”.

Flávio Ojidos, Vice Presidente e Diretor de Ecoturismo da CNRPPN e advogado especialista em Direito Ambiental e conservação voluntária em terras privadas, lembra que em uma RPPN podem ser desenvolvidas atividades de educação ambiental, pesquisa científica e ecoturismo. “Neste programa consideramos Turismo Sustentável aquelas atividades com as vertentes de turismo ecológico, rural, educacional, científico e de observação do ambiente natural. Precisamos atuar com vistas a viabilizar a conservação dessas áreas e o turismo sustentável certamente é uma grande oportunidade para um país como o Brasil.”

Rogerio Raupp Ruschel, presidente da R&A e consultor especializado em negócios sustentáveis, relembra que um programa similar a este ajudou a organizar e alavancar o ecoturismo no Brasil. “Em 1994, em parceria com o WWF Brasil, realizamos uma pesquisa sobre o perfil dos empreendedores de ecoturismo e a partir daquela pesquisa foi definida uma agenda nacional para a atividade, realizado o primeiro grande evento de ecoturismo do Brasil - a Bienal de Ecoturismo de Canela – e geradas uma série de iniciativas que nos anos seguintes fizeram o setor deslanchar”. Ruschel entende que “o momento está maduro para realizar algo similar com as RPPNs agora, e a CNRPPN é a organização mais adequada para isso”.

A Confederação Nacional de RPPN – CNRPPN- é uma instituição não governamental, sem fins lucrativos, atualmente formada por dezesseis associações estaduais ou regionais de proprietários de RPPNs, representada em todos os biomas brasileiros. A CNRPPN tem por missão contribuir para a conservação da biodiversidade brasileira por meio do fortalecimento das associações de proprietários de RPPN. Ela foi fundada em 2001 e tem focado o seu trabalho no apoio às associações, na divulgação do instituto RPPN, na valorização da categoria e no apoio à criação, gestão e manejo das RPPNs, bem como na busca pela promoção do desenvolvimento sustentável. Em 1997 surgiu a primeira Associação deProprietários de RPPN, no Rio de Janeiro -APN, seguida pelo Paraná em 1998, chegando atualmente às 16 associações estaduais e regionais distribuídas por todo o país.

A Ruschel & Associados é a empresa pioneira de consultoria em marketing e comunicação para desenvolvimento sustentável e turismo sustentável no Brasil. Em 24 anos prestou consultoria para os governos do Ceará e Tocantins, SEBRAESP e SENAR-SP e fez estudos de viabilidade econômica de projetos de ecoturismo em São Paulo, Santa Catarina, Paraná e na Itália. A R&A realizou duas edições da FIECOTUR – Feira e Seminário de Ecoturismo e Turismo Sustentável, no Expo Center Norte, em São Paulo-SP, em 2003 e 2004 e foi representante no Brasil por 3 anos do CEFAT - Centro Europeo de Formación Ambiental y Turística. Rogerio Ruschel foi co-criador, professor e coordenador do primeiro curso de pósgradução em Turismo e Meio Ambiente no Brasil no SENAC-SP, em 1997 e Diretor e Presidente do Conselho Consultivo do IEB - Instituto de Ecoturismo do Brasil.

A Coordenação do GT ProEcoTur da CNRPPN está trabalhando no planejamento e elaboração do Programa de Trabalho para estruturação do"Programa de Desenvolvimento do Turismo Sustentável em RPPNs do Brasil", o  "ProEcoTur-RPPN". Esse Programa de Trabalho contempla o Plano de Ação com três grandes eixos: sensibilização, capacitação e comercialização, o qual será o documento norteador das atividades.

É muito importante que nos organizemos e somemos esforços em atividades de apoio às RPPNs, como:

1) Comunicar e divulgar as RPPNs;
2) Desenvolver atividades e parcerias para promover o fortalecimento, a organização e a sensibilização dos proprietários de RPPNs, e
3) Apoiar iniciativas e políticas públicas que criem condições de sustentabilidade para as RPPNs e que incentivem a criação de novas reservas particulares.  

Informações adicionais diretamente com:

Flávio Ojidos, flavio@ojidos.com.br, fone 11 972-375-851 e
Rogerio Ruschel, rogerio@ruscheleassociados.com.br, fone 11-999-743-187

Flávio Ojidos - Advogado e Consultor Ambiental, Conselheiro da FREPESP - Frepesp - Federação das Reservas Ecológicas Particulares do Estado de SPVice Presidente da CNRPPN - CNRPPN - Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, Coordenador do GT ProEcoTur da CNRPPN., Proprietário da –futura - RPPN Chico Nunes

O Dr. Flávio Ojidos, - Advogado e Consultor Ambiental - Coordenador do GT ProEcoTur, da CNRPPN, convida  os profissionais da área, gestores ou proprietários, ou não, de RPPN, a participar do GT ProEcoTur da CNRPPN, que está trabalhando na formatação desse Plano de Ação.# Solicita-se que os interessados encaminhem mensagem de interesse/adesão ao e-mail: flavio@ojidos.com.br 

Acreditamos na transparência e no trabalho conjunto para transformar a realidade e contamos com a sua participação nesse processo!  

Aguardamos, com entusiasmo, sua adesão e interesse!

Atenciosamente,

Aurélio Barbato
Consultor e Ambientalista e Colunista do Portal Ambiente Legal

terça-feira, 17 de março de 2015

ENCONTRO DAS COOPERATIVAS DE PRODUÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO

ENCONTRO DAS COOPERATIVAS DE PRODUÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Data da realização: 08 de abril de 2015 (quarta-feira)
Horário: das 09h00 às 18h00
Local: Auditório OCESP - Rua Treze de Maio, 1376 - Bela Vista - São Paulo/SP

Inscrição gratuita

Informações e confirmação de presença até o dia 07/04/2015 pelo e-mail: sincooprod@sincooprod.com.br ou pelo telefone: (11) 3146.6279

Programação

10h00 - Abertura

10h30 às 12h00 - Depoimento de Parlamentares

12h00 às 14h00 -  Intervalo para almoço

14h00 às 16h00 - ​Palestras e mesa de debates: 
  • Aspectos Gerais sobre o Cooperativismo de Produção
  • Lei de Resíduos Sólidos
  • Fomento às Cooperativas de Produção             ​

16h00 às 16h30 - Intervalo​ 

16h30 às 17h45 -  Palestra e mesa de debates:
  
  • Lei 12.690/12 + Regulamentação
    • Palestrante: Desembargador e Juiz do Trabalho Dr. Sérgio Pinto Martins         ​

17h45 às 18h00 - Encerramento     

Para se inscrever, preencha a FICHA DE INSCRIÇÃO (clique aqui
e envie os dados para: sincooprod@sincooprod.com.br