terça-feira, 30 de julho de 2013

Programação do CiiS 2013 - Congresso Internacional de Inovação e Sustentabilidade



Programação CiiS 2013

1° Dia - 29 de agosto

8h30 - Abertura Oficial

9h30 - Painel 1 - Educação e Ensino à Distância
  • Dra. Ivanette Bellucci - Fatec Tatuapé
  • Msc. Rogério Teixeira - Centro Paula Souza - CETEC
  • Dr. Angelo Cortelazzo - Coordenador da UNIVESP
  • Dr. Dilermando Piva - Coordenador de EAD - CEETEPS
  • Dr. Enrique Viana Arce - FATEC - Americana
10h50 - Intervalo

11h10 - Painel 2  - Responsabilidade Social e Sustentabilidade na Europa
  • Dr. Fernando Miguel dos Santos Henriques Seabra - ISCAL - Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa - Instituto Politécnico de Lisboa
  • José Elias Parreira Ramalho - Instituto de Desenvolvimento e Inovação Social (I.D.I.S MAIS) - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
  • Dra. Maria de Fátima Nunes Jorge Oliveira - Universidade de Évora
  • Dra. Maria João Ferreira Nicolau dos Santos - Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (ISEG/UTL)
  • Dra. Mónica de Melo Freitas - Centro de Estudos em Sociologia, Universidade Nova de Lisboa
  • Dra. Maria Alice Nunes Costa - Universidade Federal Fluminense
12h30 - Almoço

14h - Ofícina Temática Abraps
  • Comunicação Digital e Engajamento de Redes - Túlio Malaspina - Abraps
14h às 16h - Painel 3 - Tecnologia e Inovação para a Sustentabilidade
  • Luiz Alexandre Mucerino, Vice Presidente do Instituto Jatobás
  • Economia Criativa e a sustentabilidade nas cidades - Prof. Luiz Alberto Machado - Vice-Diretor e professor titular da Faculdade de Economia da FAAP
  • Desenvolvimento Tecnológico na Agricultura Brasileira - Dr. José Eustáquio Vieira - Pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
  • Avanços Tecnológicos e Sustentabilidade no Brasil - Dr. Francisco Fechine Borges - UFPE
  • Dr. Oswaldo Massambani - Coordenador da Agência Inova do CEETEPS
16h às 18h - Seções Paralelas

16h às 18h - Workshop - Neuro Comunicação para a Sustentabilidade
  • José Elias Parreira Ramalho - Instituto de Desenvolvimento e Inovação Social (I.D.I.S MAIS) - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
  • Heitor Fox - Consultor na Brain Your Business, Lisbon Area, PortugalInformation Technology and Services

2° Dia - 30 de agosto
  • 8h30 - 10h30 - Painel 4 -  Construção: Do Ciclo de Vida à Operação Sustentáve
  • A importância da gestão de facilities na sustentabilidade:Marcos Maran - Presidente da ABRAFAC e Amilcar João Gay Filho,  ABRAFAC 
  • A importância da construções sustentáveis no desenvolvimento de novas tecnologias - Roberto de Souza - CTE - Diretor Presidente
  • Selo Azul Caixa Econômica Federal - Sandra Cristina Bertoni Serna Quinto, Possui graduação em Arquiteta e Urbanismo pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1994), possui especialização em Gestão Urbana e Desenvolvimento Municipal pela Universidade de Brasília (2007) e cursa mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília com enfoque na temática Sustentabilidade e Meio Ambiente. Com 20 anos de experiência em projetos de edifícios, atua como arquiteta na CAIXA desde 2003.  Participou do grupo de trabalho que elaborou o Selo Casa Azul CAIXA e é arquiteta na Gerência Nacional de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental da CAIXA. 
  • Gestão de Resíduos na Construção uma experiência prática - Isac Moises Wajc - Sócio-proprietário da REDERESÍDUO
  • Resíduos industriais e reciclagem - Msc. João Ailton Brondino - Pesquisador da UFScar
10h30 - Intervalo

10h50 - Painel 5 - Comunicação, Cultura, Tecnologias
  • Comunicação e Sustentabilidade -  MsC. Vivian Ap. Blaso S. S. Cesar, PUCSP. Relações Públicas e Docente
  • Redes digitais e sustentabilidade - Dr. Mássimo di Felice - ATOPOS/ USP
  • RSE: experiência na América Latina - Msc. Valmir de Oliveira – Universidade Mayor, Chile
  • Diálogo Online com Stakeholders - Fernando Legrand - Coordenador Académico no CapacitaRSE, e editor do Blog RSE Online desde 2004
  • Inovação, Consumo e Tendências - MsC Fábio Mariano Borges - Publicitário e Sociólogo 
12h30 - Almoço

14h - Oficina Temática Abraps 
  • Negócios Sociambientais: da teoria a prática - Anna Cristina Romanelli, Carlos Eduardo de Faria Ronca, Lizandra Mayra Gasparro, Mariana Guimarães e Thais Magalhães - Abraps
14h às 16h - Mesa Redonda: responsabilidade civil criminal e ambiental na gestão de resíduos
  • Francisco Luiz Biazini Filho - Fundador e Conselheiro do GAO: Grupo de Articulação das ONGs brasileiras na ISO 26000
  • José Valverde Machado Filho - Presidente do Instituto Cidadania Ambiental
  • Luiz Aceti Jr. – Advogado especialista em direito ambiental e agrário e professor UNISAL da Campinas, sócio-fundador do Mercado Ambiental
  • Prof. Dr. Roberto Baungartner - Diretor Ticket Serviços
15h às 17h30 - Seções Paralelas

16h às 18h - Painel 6 -  Construções Sustentáveis: Variáveis e Vertentes
  • Dra. Sasquia Hizuru Obata -  Variáveis da sustentabilidade nas construções - FATEC
  • Dra. Maria de Jesus Seabra  - Vertentes de Sustentabilidade e Infra estrutura de Transportes - ISEG - Lisboa
  • Dra. Maria Madalena Moreira Vasconcelos - “Sustentabilidade de Sistemas Urbanos
  • de Água” - Universidade de ÉvoraMsC - Catarina Selada - Cidades Inteligentes - Licenciada em  Economia e Mestre em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia pelo ISEG-UTL. Encontra-se a frequentar o Programa de Doutoramento em “Governação, Conhecimento e Inovação” na Universidade de Coimbra. Trabalha na INTELI – Inteligência em Inovação desde 2000, como Directora do Departamento de "Cidades & Territórios". Neste âmbito, tem participado em diversos projectos europeus e nacionais centrados no desenvolvimento regional e urbano, inovação e sustentabilidade, nomeadamente o Re-green – “Regional Policies towards Green Buildings” e RENERGY – “Regional Strategies for Energy Conscious Communities”. É também responsável pela iniciativa “Índice de Cidades Inteligentes 2020”, instrumento que está a ser aplicado às 25 cidades nacionais do RENER – Living Lab para a Inovação Urbana.
  • AES Eletropaulo - Apresentação do Case  “Smart Grid”
18h - Coquetel de Lançamento do Livro: Ciência e Tecnologia como vetor para Sustentabilidade 






Para saber mais e ter acesso a todas as informações já publicadas sobre o evento acesse e confira o site oficial do CiiS : http://www.ciis.com.br/

Apoio Oficial: 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Clamor Coletivo: Medicina, Ciência e Complexidade

Vivian Blaso*

CLAMOR COLETIVO
Sou a insatisfação. Mas só me realizo na manifestação coletiva.
Individualidade. Num clamor universal: o novo fenômeno social.
O modelo mundial está equivocado.
Numa nave, tão pequena de abundância terrena.
Voltar aos estudos tribais.
No respeito: a individualidade
O mundo: Clama
A uma simples felicidade!
Sorrir ao desconhecido, sorrir, sorrir
A telepatia global: a empatia
As necessidades: A paz, o sono tranquilo, o respirar, o ar puro
Enquanto viver: São quatro
Estações no ano
Nas colheitas sazonais
Um supre o outro, sem ganância, sem torpeza.
Enquanto escrevo o que penso, nunca saberás o que canto.
Enquanto escrevo o que digo, nunca saberás o que penso.
São os gorjeios dos pássaros
A natureza do encanto, o recôndito d'alma, a tênue seda do amor.
O segredo contido numa explosão interior.



Atalir Ávila de  Souza 
Pai da autora do Blog Conversa Sustentável, Advogado e Poeta


Está claro que estamos vivendo um clamor coletivo. Época de descrença nas instituições políticas, privadas e religiosas. Essa falta de crença tem levado as pessoas para as ruas, a manifestarem suas insatisfações, mas onde há descrença também há esperança. Se não fosse a descrença, não teríamos a esperança e não nos movimentaríamos por melhores condições de vida, afinal o discurso das instituições políticas, privadas e religiosas também é o nosso discurso e sempre nos direcionaram a buscar o bem-estar. 

O desejo comum da nossa civilização é a felicidade, por isso estamos presenciando o movimento dos trabalhadores e de categorias como a dos médicos em busca de melhorias e autonomias que os estariam beneficiando em seus processos e dinâmicas de atendimentos cotidianos aos seus pacientes. Vou tomar como exemplo o ato médico para chamar a atenção sobre a emergência de reformas que poderiam verdadeiramente transformar não só os médicos brasileiros, mas a sociedade como um todo.

Edgar Morin, em seu livro A via para o futuro da humanidade, dedicou um capítulo para analisar a situação da medicina e da saúde. O autor tomou como exemplo a medicina ocidental, que, em função dos progressos na pesquisa, ampliou a expectativa de vida no mundo ocidental de 25 para 80 anos, o que contribuiu com a medicina ensinada nas faculdades e a tornou legítima e aceita pela comunidade científica.

A partir da década de 60, com o aparecimento da AIDS, a comunidade de médicos ficou abalada e tomou consciência de que não seria possível controlar a proliferação de vírus e bactérias. Com isso, foi necessário repensar os protocolos e rever as crenças de que este processo racional legitimado não produzia somente verdades racionais.

Nessa mesma época, em Nova York, Rachel Carson desencadeou uma série de debates nacionais sobre o uso de pesticidas químicos e os limites do progresso tecnológico, pois o uso indiscriminado de pesticidas começava a afetar a vida de pessoas, plantas e animais. 

Segundo Morin, a consciência ecológica nos fez reconhecer os limites dos poderes humanos sobre a natureza. Para ele, as hiperespecializações na medicina compartimentalizaram os saberes sobre o corpo e separaram o corpo em partes fragmentadas. Essa fragmentação promoveu a separação entre disciplinas, que oculta as conexões complexas que existem entre as partes do corpo e suas correlações com o ambiente. O indivíduo é tratado como paciente, mas ignorado como pessoa. Há uma disjunção entre a medicina que trabalha o corpo e as diversas psicoterapias, ou seja, a medicina trata o organismo, mas raramente trata a pessoa inserida em seu contexto social.

O desenvolvimento farmacológico empobreceu o conhecimento fitoterápico, e hoje nenhum ensinamento universitário mostra que o ser humano é multidimensional. Dessa forma, a ciência e a medicina isolaram os indivíduos. Mas o indivíduo vive em diversos circuitos e faz parte de uma biosfera, e isso reflete a imagem das necessidades de mudanças necessárias
à nossa civilização contemporânea.

Pensar na medicina ocidental requer o complexus, isto é, aquilo que é tecido em conjunto. Como posso tratar um paciente ignorando que ele é um sistema aberto recursivo e interacional? 

A medicina requer a transdisciplinaridade - um modo organizador que pode atravessar as disciplinas e vai convergir para a unidade. Para reformar a medicina é necessário também reformar a ciência; precisamos religar o que foi desligado. É necessário contextualizar e recontextualizar as relações entre os saberes fragmentados.

Como podemos desconsiderar os conhecimentos sobre a natureza, os alimentos e suas propriedades curativas? A medicina chinesa e a acupuntura inseridas nos procedimentos da medicinal ocidental? O papel da religião como crença que cura? O saber dos xamãs? Esses dilemas ainda imperam na Sociedade Brasileira de Medicina, que até dias atrás conferia aos médicos o poder exclusivo de prescrever terapias aos seus pacientes. O que devemos fazer com o conhecimento de um fisioterapeuta que, na lida diária com seus pacientes, descobre práticas inovadoras de melhorias, por exemplo, das funções motoras?

Morin encerra o capítulo com as vias reformadoras da medicina e da saúde: a reforma dos estudos da medicina, reforma da relação médico/paciente, reforma da relação generalista/especialista, reforma dos orçamentos, a via das simbioses entre medicinas, reforma dos hospitais e da indústria farmacológica.

Há uma emergência de reforma não só no pensamento da medicina, mas na reforma da ciência. Essa é uma proposta ousada, mas não é impossível, uma vez que a reforma do pensamento nos sugere um reaprender a pensar, a religar todos os continentes que foram separados desde a visão cartesiana que percorre a ciência contemporânea até os dias de hoje.  

Ir para as ruas manifestar-se já é um ato corajoso nos dias de hoje, mas também é um sinal de mal-estar geral na civilização, por isso encerro o texto com uma frase de Freud: "Os juízos de valor dos homens são inevitavelmente governados por seus desejos de felicidade, e, portanto são uma tentativa de escorar suas ilusões com argumentos".


*Profa. Vivian A. Blaso S. S. Cesar é Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais, Especialista em Marketing e Sustentabilidade, Presidente da Organização do #Ciis2013. Ela estará no painel Comunicação, Cultura e Tecnologias que ocorrerá no segundo dia do Congresso (30/8). Veja a programa completa aqui https://www.facebook.com/Congresso.CiiS


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CARSON, Rachel. Primavera silenciosa. Trad. Claudia Sant`Anna Martins. 1. ed. São Paulo:  Gaia, 2010.
FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. Trad. Paulo César Souza. 1. ed.São Paulo: Penguin Classics, Companhia das Letras, 2011. 
MORIN, Edgar. A via para o futuro da humanidade. Trad. Edgar de Assis Carvalho, Marisa Perassi Bosco. 1. ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2013.  

domingo, 2 de junho de 2013

Até 2050 serão necessários três planetas para suprir necessidades da população mundial, alerta ONU



Diante de crises econômicas, do aumento da degradação ambiental e da ameaça das mudanças climáticas, a comunidade internacional tem que se esforçar para melhor utilizar os recursos naturais da Terra.

Com o objetivo de informar sobre as ações necessárias que darão início a um futuro mais sustentável, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que atua como Secretariado do Quadro dos 10 anos de programas sobre Consumo e Produção Sustentáveis (10YFP), lançou esta semana a Global SCP Clearinghouse, uma rede de apoio e troca de informações sobre produção e consumo sustentável.

Os formuladores de políticas e profissionais de todo o mundo têm desenvolvido iniciativas e ferramentas que contribuem para o consumo e a produção sustentável (SCP, na sigla em inglês) ao longo dos anos, mas a informação existente é fragmentada e ainda faltam as pontes para conectá-las às pessoas.

A Clearinghouse utiliza os princípios das redes sociais para unir a comunidade global SCP e criar um centro para o conhecimento e a cooperação sobre o tema. Procura inspirar governos, setor empresarial, pesquisadores, sociedade civil e todos os profissionais da área ou outras partes interessadas a compartilhar iniciativas, notícias, ideias, melhores práticas e ferramentas para criar um banco de dados em todo o mundo, bem como uma rede de especialistas, de modo a fortalecer as parcerias através de um mercado de cooperação, grupos de trabalho e fóruns.

“O consumo e a produção sustentável não é apenas consumir menos, mas também fazer mais e melhor com menos. É sobre o aumento da eficiência dos recursos, promover estilos de vida sustentáveis e contribuir para a redução da pobreza”, disse Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA.

“O PNUMA pretende acelerar a transição para estilos de vida mais sustentáveis e ajudar a tornar estes estilos de vida disponíveis para as pessoas nos países em desenvolvimento”, acrescentou.

A ciência mostra que o estilo de vida atual da humanidade é insustentável. A população mundial, de 7 bilhões de pessoas, precisa atualmente dos recursos de um planeta e meio para se alimentar.

Se as tendências atuais de consumo continuarem, até 2050 — quando a população deverá chegar a nove bilhões — serão necessários três planetas terra. Somando-se a essas pressões, está a rápida aceleração da urbanização.

Embora as cidades ocupem apenas 3% da superfície terrestre do planeta, consomem 75% dos recursos naturais, produzem 50% dos resíduos mundiais e são responsáveis por 60 a 80% das emissões dos gases de efeito estufa. A urbanização só vai continuar a distorcer as taxas desproporcionais de consumo, aponta o PNUMA.

A SCP pode ajudar a população dos países em desenvolvimento através da criação de novos mercados, empregos decentes e sustentáveis — por exemplo, através de alimentos orgânicos, comércio justo, moradia sustentável, energia renovável, transporte sustentável e turismo –, bem como uma gestão mais eficiente e equitativa dos recursos naturais.

Ela também oferece a possibilidade de os países em desenvolvimento obterem um salto qualitativo para tecnologias de recursos mais eficientes, ambientalmente saudáveis e competitivas, contornando as fases ineficientes e poluentes do desenvolvimento. A poucos dias do seu pré-lançamento na reunião do Conselho de Administração do PNUMA, em fevereiro deste ano, a Global SCP Clearinghouse registrou quase 800 novos membros, de mais de 500 organizações com base em cerca de 100 países diferentes.

Dentre as muitas iniciativas apresentadas à Clearinghouse está, por exemplo, a Plataforma de Arroz Sustentável (SRP), coorganizado pelo PNUMA e pelo Instituto Internacional de Pesquisa do Arroz com o objetivo promover a eficiência dos recursos e fluxos comerciais sustentáveis, produção e operações de consumo e as cadeias de fornecimento no setor global de arroz — uma cultura que alimenta metade do planeta.

Outra iniciativa é o Programa de Construção Sustentável, do banco público brasileiro Caixa Econômica Federal, que possui 70% do financiamento para construções de casas no mercado nacional e que, portanto, exerce grande influência na indústria de construção. O objetivo do programa é imbuir nessas indústrias práticas de construção sustentáveis, bem como a redução do impacto ambiental nos 2,6 mil escritórios no país.

Os interessados são incentivados a visitar o site da global SCP Clearinghouse para saber mais sobre as iniciativas em todo o mundo, se inscrever ou se registar como um especialista ou uma pessoa capacitada na área.

O desenvolvimento da Global SCP Clearinghouse foi apoiado pela Comissão Europeia, Noruega, Ministério espanhol de Negócios Estrangeiros e Cooperação,Ministério espanhol da Agricultura, Alimentos e Meio Ambiente e Ministério sueco do Meio Ambiente.

Fonte: ONUBR / Instituto Carbono Brasil

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Programação Ecofalante na VIRADA SUSTENTÁVEL: Filme inédito em 3D + 2 sessões ao ar livre

MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA AMBIENTAL
31 de Maio a 09 de Junho
entre os destaques está exibição de filme em 3D, inédito no Brasil
programação contará com 2 sessões ao ar livre
Parte da programação da 2a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental participará da 3a Virada Sustentável, que acontece em São Paulo, entre os dias 6 e 9 de junho.
38 títulos serão exibidos em 6 locais espalhados pela cidade: Centro Cultural São Paulo, Cinesesc, Memorial da América Latina, Biblioteca São Paulo, Parque Villa Lobos e Praça Victor Civita. Nestes dois últimos locais, as projeções serão ao ar livre.
Entre os destaques da programação está a Sessão Especial que acontece no Cinesesc, que contará com a exibição de Planeta Z, de Momoko Seto, e o inédito O Último Recife, filme em 3D dirigido por Luke Cresswell e Steve McNicholas.

Criada em 2011, a Virada Sustentável contou, em sua última edição, com ações e atrações em todas as regiões da cidade, reunindo mais de 700 mil pessoas em 612 atividades gratuitas, localizadas em 149 locais.

Centro Cultural São Paulo

31/maio – sexta

17h00 – Remissões do Rio Negro (90 min)
20h00 – Rios de Homens (76 min)

01/junho – sábado

16h00 – Desterro (14 min)
              No Fundo Nem Tudo é Memória (75 min)
18h00 – Resistência ao Crescimento (85 min)
20h00 – Rebeldes Com Causa (72 min)

02/junho – domingo

16h00 – A Morte de Alos (31 min)
              Inori (72 min)
18h00 – O Povo da Pluma (90 min)
20h00 – Louceiras (54 min)
              Desterro Guarani (38 min)

04/junho – terça

17h00 – Uma Guerra Verde (110 min)
20h00 – Aterro (72 min)

05/junho – quarta

17h00 – Quem Controla a Água? (82 min)
20h00 – Submissão (87 min)

06/junho – quinta

17h00 – Rio Colorado: O Direito à Água (56 min)
20h00 – O Preço da Democracia (57 min)

07/junho – sexta

17h00 – Chá ou Eletricidade (93 min)
20h00 – O Sabor do Desperdício (88 min)

08/junho – sábado

16h00 – Amargas Sementes (88 min)
18h00 – Viver/Construir (117 min)
20h00 – Areia (16 min)
              Detropia (90 min)

09/junho – domingo

16h00 – A Fé nos Orgânicos (82 min)
18h00 – Petróleo: O Grande Vício (90 min)
20h00 – O Gasoduto (83 min)
              

Praça Victor Civita

06/junho – quinta

20h00 – Deus Salve o Verde (75 min)

07/junho – sexta

20h00 – Rios Perdidos (72 min)


Cinesesc

08/junho – sábado

21h00 – Planeta Z (9 min)
              O Último Recife 3D (42 min)


Biblioteca São Paulo

08/junho – sábado

15h00 – A Vingança do Carro Elétrico (90 min)

09/junho – domingo

15h00 – Trashed – Para Onde Vai o Nosso Lixo? (97 min)


Memorial da América Latina

08/junho – sábado

15h00 – A Cidade é Uma Só (73 min)

09/junho – domingo

15h00 – Cohab (9 min)
               Perus: Uma História Feita de Ferro, Cimento e Amor (26 min)
               O Som do Limão (26 min)
               Aluga-se (15 min)


Parque Villa Lobos
08/junho - sábado
18h - O Escuro da Cidade (84 min)


Mais informações podem ser acessadas em www.ecofalante.org.br/mostra


Serviço
2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental – programação infantil
29 de maio (quarta-feira) e de 4 a 7 de junho  (terça a sexta-feira), às 9h30 e 14h30
de 23 a 30 de maio de 2013
Cinemateca Brasileira - Largo Senador Raul Cardoso 207, Vla Clementino
Entrada franca

Atendimento à Imprensa
Regina Cintra / Foco Jornalístico
(11) 3023.3940 / (11) 3023.5814
regina@focojornalistico.com.br / (11) 9 9169.2312

domingo, 19 de maio de 2013

O consumo que nos faz feliz: uma reflexão sobre Ética e complexidade


Por Vivian Blaso, Presidente do #CiiS*

Segundo recente pesquisa divulgada pelo Akatu, a maioria dos entrevistados afirma que a felicidade estaria atrelada à saúde e à boa alimentação. Mas, parece que algumas marcas ainda não perceberam isso, pois vemos que, para eles, a felicidade não tem nada a ver com a saúde e nem com a boa alimentação.

A Kibon, por exemplo, por meio do Facebook, apresenta a sua "Receita para felicidade" ou pede para os internautas compartilhar a Felicidade, acredita os consumidores mais felizes são queles que compartilham mais porque consomem mais de seus produtos. Ao seu lado, numa releitura do valor calórico dos refrigerantes, a felicidade da Coca Cola está embutida numa lata ou garrafa, como mostra a campanha "Abra a Felicidade", que traz a promessa do consumo da felicidade por meio do consumo do refrigerante.

Nestes dois casos - poderiam ser outras marcas e outros produtos quaisquer, mas escolhi estas por estarem no auge das visibilidade de suas campanhas publicitárias - não estamos falando exatamente de alimentos ligados à saúde e à boa alimentação, como indicaram os consumidores brasileiros na pesquisa Akatu, que trariam felicidade

Pelo contrário, a leitura das campanhas publicitárias nos mostra que o que interessa é consumir tais produtos para sermos felizes. E aqui é que está o grande paradoxo da sociedade contemporânea que deseja a saúde o bem estar, mas que é incentivada a comprar produtos que não são benéficos a saúde e qualidade de vida, principalmente na atual epidemia de obesidade pela qual o mundo passa.

AS ORIGENS DO CONSUMISMO

Foi a partir da década de 90 que o consumismo passou a ser o alvo dos documentos elaborados pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das raízes da crise ambiental em que vivemos.

Zygmunt Bauman define o "consumismo" como um tipo de arranjo social resultante da reciclagem de vontades, desejos e anseios humanos rotineiros, que impulsiona e coordena a estratificação social, definindo grupos e políticas de vida individuais, e assim, o consumismo é a principal força propulsora e operativa da sociedade, um atributo. Dessa maneira, o autor já apontava a sociedade consumidora como a aquela que desvaloriza a durabilidade, igualando "velho" a "defasado", impróprio para continuar sendo utilizado e destinado à lata de lixo.

Ao discutir o bem estar, a pesquisa do Akatu, aponta uma questão em jogo na sociedade de consumidores seria: como desacoplar a relação de consumo a felicidade uma vez que a felicidade vem sendo trazida como tema do discurso publicitário?

É este o discurso que vem sendo alvo dos documentos da ONU sob o chapéu "Rumo a Sociedade de Bem Estar". A aposta estaria sendo colocada na sustentabilidade como promessa da melhoria da qualidade de vida das pessoas no planeta.

Mas quando se introduz a sustentabilidade, surge uma contradição entre o que é necessário e o que se coloca em prática, tanto do ponto de vista das empresas como do ponto de vista do consumo.

No fundo sabemos que tais produtos, como o refrigerante ou sorvete, além de não resolverem a questão da felicidade, são altamente processados e, no geral, não são considerados benéficos à saúde. A própria natureza dos produtos já estaria em completo descompasso com a proposta de felicidade se os consumíssemos na frequência e velocidade que necessitaríamos para mantermos-nos felizes.

CLASSE C

Para complicar ainda mais o debate, um outro ponto relevante a ser colocado em discussão a partir da pesquisa do Akatu  seria a preferência da Classe C ao optar pelo caminho do consumo - de todos os tipos de produtos e serviços - em detrimento ao caminho sustentável, pois há uma crescente massificação do consumo no Brasil.

Isso traz consequências imediatas ao comprometimento das melhorias das condições de vida das pessoas nas cidades uma vez que o resultado direto do consumo é o aumento na produção de resíduos; na intensidade do consumo energético e, consequentemente, uma significativa majoração nas emissões dos gases causadores do efeito estufa. Isso tudo, sem contar nos impactos diretos à saúde das pessoas ao consumirem mais alimentos processados como, no caso, sorvetes ou refrigerantes, em excesso.

O filósofo francês Serge Latouche, aponta que será preciso combater o "desenvolvimento sustentável", ele acredita no "futuro sustentável da vida" e para isso será necessário reavaliar, reconceituar, reestruturar, realocar, redistribuir, reduzir, reutilizar e reciclar.

Para ele, a via mestra para tal feito seria a felicidade e consequentemente o decrescimento, porque, se somos felizes, seremos menos suscetíveis à propaganda e à compulsividade do desejo. Essas opções implicam uma mudança de atitudes com relação à natureza, buscando a condição necessária para evitar um destino de obsolescência programada da humanidade.

Portanto, devemos nos perguntar: Se estamos condicionados em uma sociedade de consumo, como reinventar processos, inovar arriscando os métodos tradicionais de produção, para nos aventurarmos em novos métodos que sugerem produções mais limpas?
É aí que surge a inovação: será que para ser feliz precisamos cultuar a cultura do "ter", justamente a cultura que nos coloca no centro de tudo?

No fundo, estas indagações trazem reflexões sobre os valores, a ética, a responsabilidade social, ambiental e comportamental. É um resgate da moral.Entretanto, será necessário se permitir sair da fôrma, para inovar e criar novos mecanismos de sobrevivência, sem necessariamente precisar do "ter" para ser feliz.

E, ao falar em Ética, exige-se uma reflexão, ou religação, como diz Edgar Morin, entre o indivíduo, a espécie e a sociedade. E, para que essa religação ocorra, é necessário o autoconhecimento.

A dominação dos objetos materiais, o controle das energias e a manipulação dos seres vivos foram importantes para o avanço da humanidade, mas se tornou míope para captar as realidades humanas, convertendo-se numa ameaça para o futuro humano. Por isso, se faz necessário "Hominescer", como aponta Michel Serres, que aposta na inventividade do homem para poder construir uma nova humanidade capaz de religar cultura, ciência e filosofia.

Na perspectiva da complexidade apontada por Serres e Morin, podemos considerar a dificuldade de encontrar mecanismos capazes de unir o que está separado, separar o que está junto, uma vez que esse processo também vem ocorrendo nas escaladas de produção e consumo, que são tratados de maneira separadas, e, para religá-las, será necessário reconectar o individuo, a espécie e a sociedade, não separando a ciência da técnica, e nem a natureza da cultura. Será necessário, sobretudo restabelecer a Ética. E isto se faz por meio de diálogo entre todos sem fazer caças as bruxas já que o processo e mudança requer a complexidade em si.

*Profa. Vivian A. Blaso S. S. Cesar é Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais, Especialista em Marketing e Sustentabilidade, Presidente da Organização do #Ciis2013. Ela estará no painel Comunicação, Cultura e Tecnologias que ocorrerá no segundo dia do Congresso (30/8). Veja a programação completa aqui www.ciis.com.br.

Referências:
BAUMAN, Zygmunt. Vida para o Consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. Tradução Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.
PESQUISA Akatu 2012 - Rumo a Sociedade do Bem Estar 
MORIN,Edgar. O Método 6: ética. Juremir Machado da Silva.Porto Alegre: Sulina,2005
SERRES, Michel. Hominescências: o começo de uma outra humanidade. Tradução Edgard de Assis Carvalho, Mariza Perassi Bosco. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

domingo, 5 de maio de 2013

Resultado Parcial da Campanha de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos em São José dos Campos/SP

Resultado parcial (05/05/2013)


Balanço da coleta de eletroeletrônicos e eletrodomésticos

A Urbanizadora Municipal (Urbam), de São José dos Campos, e a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree) convidam a imprensa para a entrevista coletiva desta segunda-feira (6), às 15h, na sede da Urbam (Avenida Ricardo Edwards, 100), na Vila Industrial.

Na ocasião, será divulgado o balanço do programa piloto de implantação de logística reversa dos equipamentos eletroeletrônicos e eletrodomésticos em final de vida útil, em São José dos Campos.

Foram montados dois pontos de coleta, um no Parque da Cidade e outro no Vale Sul Shopping, que funcionaram nos finais de semana (13 e 14, 20 e 21, 27 e 28 de abril e 4 e 5 de maio), dando à população a opção para o descarte correto de produtos como fogão, máquina de lavar, ferro elétrico, televisão, computador, microondas, entre outros.

O programa atende a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei Federal 12305/2010 e à Resolução SMA38/2012 da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, que tem como objetivo dar descarte de forma correta aos aparelhos do setor que não tem mais utilidade.

Balanço da coleta de eletroeletrônicos e eletrodomésticos

Dia: 6 de maio de 2013 (segunda-feira)

Horário: 15h

Local: sede da Urbam

Endereço: Avenida Ricardo Edwards, 100, na Vila Industrial.

Fonte: URBAM


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Última semana da Campanha de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos em São José dos Campos/SP


PARTICIPEM ! DIVULGUEM !


Já são mais de 2.000 quilos de equipamentos doados; se na sua casa ou se conhece alguém que tem eletroeletrônicos ou eletrodomésticos, como por exemplo: ar-condicionado, refrigerador, celular, máquina de lavar, ferro elétrico, televisão, geladeira, secadora de roupa, microondas, fogão, liquidificador, filtro de água, máquina de costura, batedeira, torradeira, aspirador de pó, aparelho de som, computador, entre outros que não tem mais uso, aproveite nossa campanha de reciclagem! 


Postos de Coleta
Parque da Cidade - Rua Olivo Gomes, 100 - Santana
Vale Sul Shopping - Av. Andrômeda. 277 - Jardim Satélite
Horário das 10 às 18 horas
Dias: 27 e 28, 04 e 05 de maio



Descarte de forma correta aparelhos 
eletrônicos e/ou eletrodomésticos que não tem mais utilidade.
Participe! 
Organização:
Gestora:
Abree

Ações alinhadas com a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS (Lei 12.305/2010) e com a Resolução SMA 38/2012 do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente que estabelece o Programa de Responsabilidade Pós-Consumo.


Balanço da coleta de eletroeletrônicos e eletrodomésticos será divulgado

A Urbanizadora Municipal (Urbam), de São José dos Campos, e a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree) convidam a imprensa para a entrevista coletiva desta segunda-feira (6), às 15h, na sede da Urbam (Avenida Ricardo Edwards, 100), na Vila Industrial.

Na ocasião, será divulgado o balanço do programa piloto de implantação de logística reversa dos equipamentos eletroeletrônicos e eletrodomésticos em final de vida útil, em São José dos Campos.

Foram montados dois pontos de coleta, um no Parque da Cidade e outro no Vale Sul Shopping, que funcionaram nos finais de semana (13 e 14, 20 e 21, 27 e 28 de abril e 4 e 5 de maio), dando à população a opção para o descarte correto de produtos como fogão, máquina de lavar, ferro elétrico, televisão, computador, microondas, entre outros.

O programa atende a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei Federal 12305/2010 e à Resolução SMA38/2012 da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, que tem como objetivo dar descarte de forma correta aos aparelhos do setor que não tem mais utilidade.

Balanço da coleta de eletroeletrônicos e eletrodomésticos
Dia: 6 de maio de 2013 (segunda-feira)
Horário: 15h
Local: sede da Urbam
Endereço: Avenida Ricardo Edwards, 100, na Vila Industrial.

Departamento de Comunicação e Imprensa
Telefone: +55 (12) 3947-8245